
“Somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos”
Esta frase, nos leva a uma reflexão, e eu diria ainda um pouco mais que, somos eternamente responsáveis por aquilo o que CULTIVAMOS.
E, sob esta perspectiva, podemos pensar sobre o que cultivamos neste ano que se aproxima do final.
Podemos dizer, que caminhamos na direção da busca da perfeição, e isto necessariamente nos remete a ajuda de outras pessoas, e pessoas estas que em um ciclo colaborativo, dependem de cada um de nós, sob algum aspecto.
Neste ano, fizemos novos amigos, cativamos pessoas, e é fundamentalmente necessários que possamos cultivar estas amizades.
Tivemos tristezas, alegrias, ansiedades.
Tivemos amigos ao nosso lado, tentamos fazer a nossa parcela de contribuição para a construção de um mundo melhor.
Tivemos a obrigação de mostrar o porque, vestimos e honramos nossa armadura branca: O nosso Judô-gi, pois o ato de vestir o judô-gi, não nos configura como judoca.
Ser judoca, eis o ponto chave.
Mas o que é ser judoca?
Ser judoca é algo abrangente, quase que indescritível de uma complexidade infinita em suas possibilidades de definições,
Poderíamos ficar aqui longas horas listando as definições que mais se adequariam ao termo judoca, mas algumas destas definições são imprescindíveis de caracterização:
Ser judoca é ser simples, digno amigo, é aquele que tem a sabedoria para aprender o que lhe ensinam e conserva a paciência e boa vontade em ensinar o que aprendeu.
O judoca tem espírito de guerreiro, não se abate ante a dificuldades, pelo contrário, estrutura um método de superá-las.
O judoca honra ao judô que aprende, e ao seu mestre. O respeito e a gratidão por seu mestre é eterna.
O judoca nunca está satisfeito com a conformidade do saber, procura ser melhor do que foi ontem e ser melhor amanhã, do que foi hoje, por isso treina exaustivamente, buscando a perfeição.
O judoca é humilde, não se vangloria de seus feitos, por melhor que estes sejam.
Dentre estas poucas características, poderíamos listar milhões de outras, e que para o próximo ano, possamos tentar aprimorar cada vez mais a nossa missão de sermos VERDADEIROS JUDOCAS..
Prof. Luiz Carlos F. Souza - 6° Dan
Petrópolis - RJ - Brasil
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